Na cadeira onde me sento, penso e teclo coisas que me vão na alma. Coisas que vou observando no dia a dia, que mexem comigo e com o meu Povo

Art. 13º, n.º 2 da Constituição
"Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual". É assim que conta na Constituição da nossa República.
15
Set 08

 

Em Setembro eu acerto o passo

 

     Nos bloges que por ai vou escrevendo umas coisas de acordo com o meu estado de espírito inserindo cada tema em cada blog próprio, já tive oportunidade de escrever sobre a rentrée politica e sobre as minhas férias, agora chegou a vez de vos falar de Setembro.

     Setembro é o mês do inicio de muitas coisas, são as rentrés politicas, é o regresso à escola, é o fim do verão, é o inicio de um novo amor que se encontrou nas férias, são o inicio dos grandes espectáculos, são as estreias dos filme laureados, é um novo livro a sair, é um novo disco com temas a espreitar a calma do inverno, é o refazer das contas até ao subsidio do Natal, é o repensar na vida no seu todos.

     É em Setembro que acertamos o passo para mais um ano de trabalho.

     É em Setembro que os dias começam a diminuir. O signo que rege este mês é da natureza da terra, talvez por isso, comece a ser frio e seco. As pessoas nascidas nesta constelação entre Vénus e Júpiter procurem viver para a ordem, planeando a vida, e sendo perfeccionistas, são também curiosos e com necessidade de ajudar o mundo. Bons amigos e atenciosos.

     Setembro é o fim de algumas frivolidades que vamos guardar numa caixinha de recordações, algumas vezes até as fechamos nos nossos corações mas é também o inicio de outras aventuras para que estamos guardados e não sabemos, talvez até a morte. Quem sabe?

Os dias ficam mais curtos e as noites mais longas para sonharmos com a felicidade que julgamos ter direito mas que não vem.

     É em Setembro que as instituições que regem o nosso país voltam ao trabalho e ficamos na esperança que tudo isto melhore.

     Acabem com a criminalidade que nos assalta a cada dia, que as reformas dos incapacitados sejam melhoradas, que acabem com as filas de espera para uma consulta ou uma operação, que os políticos não mintam mais e cumpram com o prometido, que acabem as guerras, a fome e com os imbecis que proliferam nos gabinetes do poder, que acabem com as barracas onde vivem seres humanos à laia de porcos, que acabem com a ideia que todos devem ser doutores, engenheiros, advogados, médicos, arquitectos e políticos. O país precisa de gente que trabalhe e não deixem que os imigrantes ocupem os nossos lugares.

     Porque razão é raro ver um português, na indústria hoteleira, nas oficinas, na construção civil, nas limpezas, será que todos querem ser doutores? Porque razão há milhares de desempregados a viver à conta do Fundo do Desemprego? Não será da política do Senhor Sócrates? O português não é calão, quando vai para o estrangeiro trabalha. Porque será? Será o nosso Fado?

     Em Setembro é o mês da mudança, vamos repensar no que fizemos e o que queremos para nós e para os nossos filhos.

     É tempo de mudança, arregacem as mangas e não esqueçam que há sempre uma luz ao fundo do túnel.

     Deixo-vos com um poema do meu amigo Fernando Tordo escrito em 1995 e incerto num CD “Calendáritordo” de 1997.

 

 

Setembro

 

Setembro é o que diz se vou a jogo ou passo

Setembro é carta

Setembro embaraço

em Setembro eu decido o que faço

em Setembro eu acerto o passo

com o tempo com a vida com o espaço.

 

Setembro é que diz se continuo ou paro

Setembro é o palpite

Setembro é o disparo

em Setembro é o escuro e o claro

em Setembro é que eu me deparo

com o incerto com o estranho com o raro.

 

altura de tudo repisar de não dizer de repensar

o que é profundo ou montanha

altura de querer construir e destruir e resistir

Setembro vontade tão estranha.

 

Setembro é que diz se ainda vale a pena

Setembro é poeta

Setembro é a cena

Setembro é que absolve ou condena

Setembro é inocência ou é pena

E a alma ou é grande ou é pequena.

 

» Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença sem sentir-se melhor e mais feliz.

(Teresa de Calcutá)

 

 

Nelson Camacho D’Magoito

 

publicado por nelson camacho às 03:43
sinto-me: com força para recomeçar
música que estou a ouvir: Setembro de Fernando Tordo

30
Ago 08

 

     Vocês sabem o que é uma cadeira de baloiço? Certamente já as viram em casa dos vossos avós ou nos filmes de cowboys. São aquelas cadeiras em madeira que baloiçam e quando nelas nos sentamos baloiçando-nos dá-nos uma sensação de paz. A nossa mente transporta-nos quando fechamos os olhos, para o infinito do nosso eu, recordando todo o nosso passado de coisas boas e outras más. Se estamos de olhos abertos e vendo alguma coisa, ficamos mais atentos, pois libertamo-nos de tudo o que nos rodeia e a atenção projecta-se na coisa.

     Quando tenho pachorra para ver televisão e porque quero estar mais atento, é nessa cadeira que me sento e tenho mais atenção. Foi o que aconteceu quando estava ver o programa “Chamar a música” na SIC que é soberbamente apresentado por Herman José. Gosto dele, das suas anedotas, das imitações e bonecos que faz assim como algumas bocas que vai apimentando aqui e alem. Gosto do artista, e pronto!

     Por duas ou três vezes durante o programa que o Herman lá foi dando uma “boca” a Ferreira Leite, fazendo alusão ao que a senhora tenha dito, ou seja “ que a homossexualidade é opção de cada um”.

     De princípio não apanhei mas depois mais atento lá via que era uma boca grande sobre o tema da homossexualidade. Quando acabou o programa fui à procura na net o que é que aquela senhora tinha dito nos últimos dias sobre o assunto. Encontrei!

 

Manuela Ferreira Leite contra casamento gay.

2 de Julho, 2008 as 10:47 | Em Presidência PSD |

A presidente do PSD é contra a equiparação entre casamentos e relações de pessoas de sexos diferentes e as uniões ‘gay’ para efeitos fiscais e outro tipo de regalias. Manuela Ferreira Leite admitiu estar “a fazer uma discriminação” e avançou que a família “tem por objectivo a procriação”

Para a líder do PSD, a sociedade protege a família

Manuela Ferreira Leite admitiu ontem discriminar as uniões homossexuais em relação às convencionais em termos fiscais e de outro tipo de regalias. Na sua primeira entrevista desde que tomou posse como presidente do PSD, Ferreira Leite quis confinar toda a conversa na TVI aos investimentos públicos, mas no fim acabou por surgir a novidade.

Questionada por Constança Cunha e Sá sobre o que pensava do casamento entre homossexuais, Manuela Ferreira Leite respondeu: “Eu não sou suficientemente retrógada para ser contra as ligações homossexuais. Aceito. São opções de cada um, é um problema de liberdade individual, sobre a qual não me pronuncio”.

Sem qualquer insistência nesta fase por parte da entrevistadora, que é editora de política nacional da estação de Queluz, Manuela Ferreira Leite resolveu ir mais longe. “Pronuncio-me, sim, sobre o tentar atribuir o mesmo estatuto àquilo que é uma relação de duas pessoas do mesmo sexo igualmente ao estatuto de pessoas de sexo diferente”.

A seguir, perante a insistência de Constança Cunha e Sá sobre se aquela posição não poderia significar uma discriminação, a presidente do PSD garantiu: “Admito que esteja a fazer uma discriminação porque é uma situação que não é igual. A sociedade está organizada e tem determinado tipo de privilégios, tem determinado tipo de regalias e de medidas fiscais no sentido de promover a família”. E a seguir especificou que essas medidas eram “no sentido de que a família tem por objectivo a procriação”. Visando os chamados casamentos gay, ainda fez um acrescento. “Chame-lhe o que quiser, não lhe chame é o mesmo nome. Uma coisa é o casamento, outra é outra coisa qualquer”, disse.

O outro ponto alto acabou também por só chegar no fim, com Ferreira Leite a afastar entendimentos com o PS, embora nunca especificando se a recusa serve para acordos pré ou pós-eleitorais. “Para a vida saudável de uma democracia não se pode esperar que seja aceitável que o projecto do País seja os dois partidos da alternância democrática estarem juntos”, afirmou. Segundo a nova presidente do PSD, “isso é absolutamente contra a vida saudável de uma democracia”.

Uma entrevista muito virada para a classe média e para o que chamou de “novos pobres”. Manuela Ferreira Leite pediu os estudos sobre projectos como o TGV e o novo aeroporto de Alcochete.

(fonte:Diário Notícias)

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     Muita coisa sobre este assunto já foi dito e escrito. Alguns comentários acertados outros um pouco xenófobos.

     Também algumas Associações que defendem, Gays, Bissexuais e Lésbicas, vieram dar o seu contributo contra essa infeliz entrevista da D. Manuela Ferreira Leite.

     No meio tudo isto, só lamento que tal senhora tenha sido colocada sabe Deus porque razões à frente de um Partido que tem andado um pouco com a candeia às avessas, não conheça a Lei de União de Facto de 2001 e vir dizer que: «uma coisa é casamento, outra coisa é qualquer outra coisa».

     Perdoai-lhe meu Deus que não sabe o que diz!

     Seria mais interessante tentar resolver a miséria a que o nosso povo está cada vez mais sujeito assim como os valores das reformas escandalosas que temos de viver, ou ainda resolver a situação da criminalidade a que o nosso país está sujeito e deixe os homossexuais em paz que não fazem mal a ninguém e até precisa dos seus votos.

     Sobre este assunto: “Casamento de homossexuais”, já tenho dado a minha opinião em vários locais - se ela serve para alguma coisa! Inclusive em “Diversidade na Igreja”.

     Na XVII Cimeira Ibero-americana, dedicada à coesão social, depois de Hugo Chaves, ter chamado Aznar de fascista o Rei Juan Carlos não gostou e mandou calar o presidente dizendo-lhe - «Por qué no te callas?» levando o monarca a abandonar a sala da cimeira, embora por alguns minutos.

     - Vamos nós portugueses que não concordamos com as bocas da Senhora Manuela Ferreira Leite na altura das eleições para o novo comando da governação, abandoná-la com as suas ideias retrógradas não lhe dando um voto sequer.

     Em nota final:

 

     Minha cara Manuela Ferreira Leite: Ser Gay Não é uma opção, mas Sim uma forma diferente de praticar o sexo e isso, pode acontecer a um seu familiar qualquer.

     Tenho dito……….

 

    Nelson Camacho D’Magoito

publicado por nelson camacho às 07:01
sinto-me: aliviado
música que estou a ouvir: Barco Negro

24
Jul 08

 

Volto a escrever sobre Assafora

 

     Quando em Dezembro do ano passado escrevi sobra a vila da Assafora, tinha prometido que assim que houvesse algo de nota aqui voltaria e como o prometido é devido e não quero dever seja o que for a quem quer que seja, aqui estou.

     Assafora está mais rica comercialmente, mas esteticamente os senhores que mandam continuam a não fazer o que quer que seja. Pois então vejamos:

 

     Na estrada principal que atravessa a Vila abriu uma Pharmácia (eu gosto de escrever farmácia à moda antiga). Os seus proprietários, não sei quem são mas também não interessa nada, estão de parabéns.

     Sendo a Vila um lugar em que a sua juventude é escassa, a não ser os brasileiros que por aqui se plantaram e ainda bem pois estes pelo menos trabalham, já ia fazendo falta este comércio, pois o único estabelecimento do género mais perto só existia em São João das Lampas e às vezes estava fechado, tinha-mos que ir ao Magoito ou à Terrugem.

     Mas nem tudo são rosas. Andaram a colocar um novo tapete em algumas ruas da Vila, no entanto, na praça maior (Largo Central) local onde toda a gente vai, pois tem um Super-Mercado, um talho, duas lojas de pronto-a-vestir, e um café onde toda a gente para, foi de descorado. Este chão também merecia um novo tapete.

     Este largo é a vergonha da Assafora. Há dias em que parece existir ali um ferro-velho de automóveis, com os seus motores descarnados e deitando óleo para o asfalto, tudo ocasionado por uma oficina ali existente, que não tendo espaço no seu interior, faz as respectivas reparações na rua, inclusive ali ficam durante dias dando muito mal aspecto a quem se desloca aquele largo principal da Vila, pois é o centro do comércio local.

     Ainda no mesmo largo construíram uma nova moradia e para tanto, retiraram cascalho do casebre antigo e colocaram-no no terreno ao lado, ficando este em tipo montanha que até já está a ganhar nova plantação.

     Também no dito largo, existem ainda dois caixotes do lixo dos antigos sem qualquer higiene ou resguardo de cão, gatos, ratos e vadios que por ali proliferam procurando algo que lhes convenha. O lixo ali depositado normalmente caberia em quatro caixotes, mas só existem dois. É lixo do mais diverso, que por ali se amontoa, inclusive frutas e legumes em decomposição, oriundas dos espaços comerciais.

Estamos na época estival e por Assafora passam milhares de pessoas, uns para as suas casas de verão, outras para as parais de São Julião e Ericeira. Seria digno de quem de direito não só cuidar um pouco melhor desta Vila tão carismática como fazer pressão também a quem lhe compete a instalação de uma caixa de Multibanco, que já cá esteve, mas foi retirada em 2005.

     Quem vive por aqui ou vem passar férias tem de ter o dinheiro em casa ou deslocar-se a São João ou Magoito, únicos sítios próximos onde existem estas caixas e ao preço que está a gasolina não é nada proveitoso, a não ser para os senhores das gasolineiras.

    Um dia destes, encontrei-me com a Senhora Presidente da Junto no café e quis encetar o meu protesto sobre o assunto, mas a senhora virou-me as costas e não me deu trela. Deve ter sido por eu não estar bem vestido. Tenho pena porque não ando roto nem sujo, ando à vontade, porque assim me sinto bem e tenho a vantagem de não me reconhecerem.

Tenho dito por agora!

 

   Nelson Camacho D’Magoito

 

publicado por nelson camacho às 21:19
sinto-me: com um pouco de raiva
música que estou a ouvir: Vira do Minho

12
Jul 08

 

Há coisas que não entendemos

 

     Diz o Correio da Manhã, que é o jornal líder de audiências e ao que parece é verdade. Parabéns.

     No meu caso, é nesse jornal que vou beber informações para debitar algumas das minhas opiniões aqui e ali. Foi o caso de ontem, depois de o ler por alto por volta das cinco da manhã na Net, pois recebo o seu newsletter todos os dias, da parte da tarde numa esplanada da Ericeira onde estive a tomar um cafezinho, (que já custa 1 Euro) percorri mais atentamente as noticias ali incertas e na última página (52) na coluna inferior esquerda lá estava a fotografia do nosso primeiro ministro (cópia abaixo) com o titulo “Objectivo da família”.

     Julgava eu que iria ler algo ligado a um seu familiar que actualmente se encontra doente e hospitalizado em Espanha (porque não em Portugal?), bem, mas isso é outra história.

     Não senhor, vinha divulgar a sua, (dele, José Sócrates) e do PS, opinião sobre a procriação humana.

     Tudo isto me faz uma certa confusão, depois dos casos que vieram a lume sobre determinados dirigentes do PS, envolvidos em casos mediáticos e ainda não resolvidos na justiça, assim como o serem contra a resolução do problema dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

     Diz o Senhor Primeiro-ministro que o principal objectivo do PS e do seu NÃO É A PROCRIAÇÃO. Vamos ao texto na íntegra a ver se a gente entende:

 

( José Sócrates disse ontem num jantar do PS ser de " um partido onde era absolutamente impossível que o líder pudesse dizer que o principal objectivo da família é a procriação”).

 

     Depois de ler este texto, faço como o Herman José,….. Coço o nariz!........

 

☺☺☺☺☺☺☺☺☺☺☺☺☺☺☺

 

                                                         

Nelson Camacho D’Magoito

 

publicado por nelson camacho às 11:21
sinto-me:
música que estou a ouvir: A Portuguesa

20
Jun 08

 

        Adeus Filipão,

        volta sempre.

 

     O resultado desta noite entre a nossa Selecção e a Alemanha, foi uma merda.

 

     Uma verdade tem que se dizer. O Senhor Scolari não prometeu seja o que for, até em termos de graça na última conferência de empresa disse que eles tinham um metro e noventa e nós tínhamos um metro e vinte.

 

     Não percebo patavina de futebol, mas eu acho que o Senhor aceitou ir trabalhar para outro clube antes de terminar o campeonato conforme tinha prometido, porque já calculava que íamos perder. Assim saia pela porta grande, como aconteceu. É a minha opinião e desculpe se me enganei.

 

     De qualquer das formas, obrigado por nos ter dado durante cinco anos alegrias futebolísticas que outro não conseguiu.

 

     Também obrigado por ter criado no Povo Português a vontade de mostrar a sua bandeira por tudo o que foi sitio sem vergonha que é uma coisa que o portuguesinho tinha medo até então. Ouvi dizer no programa “Prós e Contras” de Segunda-feira que não foi sua a ideia, não sabia, de qualquer forma se não fosse você com a sua força, essa ideia ficaria na gaveta como todas as ideias dos senhores políticos.

 

     Eu por mim, já tenho a bandeira Nacional hasteada em um mastro próprio desde o ultimo campeonato. Tomei-lhe o gosto e ali ficará até ao fim dos meus dias e graças a um Senhor chamado Luiz Filipe Scolari. (O Filipão)

 

     São poucas as palavras que aqui lhe dedico, mas são do coração e de um bom português.

 

     A minha porta e a de Portugal, ficam abertas para quando quiser voltar e mais uma vez obrigado.

 

     Nelson Camacho D’Magoito

 

publicado por nelson camacho às 00:10
sinto-me: Triste
música que estou a ouvir: Hino Nacional

17
Jun 08

                   Futebol, Coesão ou Alienação

 

     Ontem na RTP e porque foi segunda-feira lá me liguei a esta estação televisiva para ouvir e ver o programa “Prós e Contras, sempre super bem dirigido por Fátima Campos Ferreira.

 

     Foi o tema do programa “Futebol, Coesão ou Alienação”, e porque sou português independentemente de gostar ou não de futebol que fez com que lá me sentasse no  sofá do costume.

 

     Felizmente que não tinha preparado como é normal, o meu Scotch Whiskie com uma pinga de água de Castelo e umas pedrinhas de gelo. Felizmente que ainda não tinha preparado este ritual, porque pela primeira vez, a meio do programa fui obrigado a mudar de canal.

 

     Pela primeira vez tive pena da Fátima Campo Ferreira, pois o tema de ontem tinha pano para mangas e efectivamente não estivesse presente no palco os Senhores Daniel Oliveira e Luís Salgado Matos. O primeiro porque só disse disparates e foram tantos que o aconselho a ir viver para outro país. Quanto ao segundo, nada mais foi que de corpo presente e as suas ideias sobre o seu país são um pouco confusas.

 

     Dou os parabéns aos Senhores Carlos Coelho e Carlos Alberto Amorim, ambos entenderam ao que foram e assim defenderam “ Futebol, Coesão ou Alienação.

 

     Estou totalmente de acordo que o futebol não é uma alienação do povo mas sim, um meio de divulgar com os seus jogadores e treinadores este país à beira mar plantado que ainda não se desligou de pessoas tristes como o Sr. Daniel Oliveira que teve o desplante em determinada altura do seu discurso dizer que “estava farto de tanta bandeira”.

 

     Eu, de há muitos anos a esta parte, que tenho a bandeira Nacional em cima da minha secretária e no meu quintal, um mastro onde se encontra hasteada uma outra.

 

     Nós que temos a mania de imitar em tudo o que vem dos EUA é pena que não copiem o seu sentido patriótico em relação à Bandeira Nacional. Não é preciso lá ir, basta ver nos filmes. Cada casa tem no seu jardim a sua bandeira hasteada.

 

     Ser patriota, é ter vontade de vencer e dizer ao mundo que somos os maiores não fica mal a ninguém. É preciso não ter medo de sermos bons e se para isso formos diferentes, que o sejamos.

 

     É a minha opinião e mais nada.

 

 

     Nelson Camacho D’Magoito

 

publicado por nelson camacho às 18:11
sinto-me: Livre
música que estou a ouvir: Lisboa menina e moça

11
Jun 08

 

                    Dia da Raça de Camões e das Comunidades

 

     Neste dia tão lustroso para os senhores do poder e depois de ter visto na televisão o Sr. Sócrates a ser vaiado pelo povo e com o maior descaramento a levantar o braço a agradece como nada contra ele estivesse a acontecer, depois de ter ouvido o Senhor Presidente da Republica dizer "Hoje eu tenho que sublinhar, acima de tudo, a raça, o dia da raça, o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas", fiquei com o dia pago.

 

     Fiquei com o dia pago porque quanto a mim, em meia dúzia de minutos aconteceu algo que o nosso povo agradece. Primeiro a vaiada a Sócrates e segundo, o Sr. Presidente da Republica vir lembrar que ainda impera em nós a “Raça lusitana” que nada mais é que o orgulho de sermos portugueses. É desse orgulho que temos dado Mundos ao Mundo e dignificamos a nossa raça quando para o estrangeiro vamos trabalhar e somos exemplo para outras raças.

 

     É obvio que agora os senhores da esquerda vêem dizer gatos a lagartos sobre a expressão “Dia da Raça” e os senhores da direita, ou não comentam ou vêem dizer que se aplica muito bem pois nada mais é que o orgulho de ser português.

 

     No meio de toda esta polémica, a gasolina vai aumentando, os produtos de primeira necessidade também, os postos de saúde do interior vão fechando, o desemprego vai aumentando, os pobres estão cada vez mais pobres, o endividamento familiar vai aumentando dia a dia.

 

     Tudo isto porque digam o que disserem, temos novamente uma ditadura a comandar o nosso país, só que desta vez é de esquerda.

 

     Não me chamem nomes e entendam bem as minhas palavras “Quando há uma maioria parlamentar é uma ditadura” aliás já em tempos o Mário Soares disse que uma maioria parlamentar era um perigo para a democracia.

 

      Já agora falando em democracia e em Camões, foi com a democracia que se retirou das escolas o ensino de “Os Lusíadas” mas cinicamente os mesmos senhores vêem homenagear neste dia o homem da língua portuguesa.

 

     Para os menos atentos aqui ficam dois sonetos. (espero que os saibam ler)

 

                                                               

 

Enquanto quis Fortuna que tivesse

Esperança de algum contentamento,

O gosto de um suave pensamento

Me fez que seus efeitos escrevesse.

Porém temendo Amor que aviso desse

Minha escritura a algum juízo isento,

Escureceu-me o engenho co’o tormento,

Para que seus enganos não dissesse.

Ó vós que Amor obriga a se sujeitos

As diversas vontades! Quando lerdes

Num breve livro casos tão diversos,

Verdades puras são e não defeitos;

E sabei que, segundo o amor tiverdes,

Tereis o entendimento de meus versos.

 

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 Está o lascivo e doce passarinho

Co’o biquinho as penas ordenando,

O verso sem medida, alegre e brando,

Espedindo no rústico raminho.

O cruel caçador, que do caminho

Se vem, calado e manso, desviando,

N pronta visita a seta endireitando,

Lhe dá no Estígio lago eterno ninho.

Destarte o coração, que livre andava

(Posto que já de longe destinado),

Onde menos temia, foi ferido.

Porque o Frecheiro cego me esperava,

Para que me tomasse descuidado,

Em vosso claros olhos escondido.

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     Se acharem que devem comentar este meu escrito de hoje, façam-no à vontade e sem medos, pois a liberdade de expressão, não ofendendo seja quem for, por enquanto, não paga imposto.

 

     Para ler outras “coisas” de Camões, podem visitar-me em “O Canto do Nelson “ ou “Historias & Historietas Eróticas”.

 

Um abraço e portem-se bem se poderem.

 

     Nelson Camacho D’Magoito

 

publicado por nelson camacho às 02:27
sinto-me: Livre
música que estou a ouvir: A Portuguesa

06
Jun 08

 

O Antes e o Depois

(Eu quero ir p’ra Ilha)

 

     Como nota de abertura deste meu novo blogue aqui no Sapo fui retirar da minha gaveta de textos que vou escrevendo em certas alturas da sociedade portuguesa e os vou guardando por falta de tempo ou altura própria para os publicar.

     Em Abril de 2004, tive uma ideia, criar um blogue ao qual iria chamar de “Repórter Y”. Cheguei a fazer uma experiência no blogspot mas a experiência ficou por ali, passaram três anos e voltei à forma de divulgar ao mundo as minhas ideias, criticas e emoções. Essa forma de ver as coisas, estão expressas em “O Canto do Nelson” e “Histórias & Historietas Eróticas” desde 2007, no entanto, faltava-me uma outra forma de escrita mais acutilante, onde aqui e ali irei denunciara situações que o nosso poder politico nos vai afectando na nossa sobrevivência enquanto cidadãos. Não sou escritor nem tenho pretensões a tanto. Escrevo o que me vai na alma e com a raiva com que me deparo permanentemente, neste pais à beira mar plantado. Por vezes, dá-me vontade de dizer como o outro “Eu quero ir p’ra Ilha”

     Quem sou, na realidade? Já o descrevi em “Finalmente aqui estou” e “Impressão digital” postes que podem consultar caso achem ter algum interesse.

     Este espaço por enquanto, vai ser aberto a todos os leitores que queiram COMENTAR SEM MEDOS e sem qualquer pré análise da minha parte. Espero que esta liberdade que vos dou a aceite com o respeito que tenho por vós.

     Então aqui vai o meu Bom, Bom…… de abertura.

☺☺☺☺☺☺☺☺☺☺☺☺

 

     Com tantos despedimentos, com tanta fome encoberta, com tanta insegurança que vamos tendo nas escolas, nos transportes, na via publica, nas nossas casas, nos nossos estabelecimentos, com tanta falta de respeito entre as pessoas, por falta de credibilidade dos políticos que prometem e não cumprem, pela subida constante dos preços dos artigos de primeira necessidade e finalmente pelo constante aumento das gasolinas, cheguei á conclusão que um texto escrito por mim em 2004 ainda está actual. Sendo assim, aqui vai ele.

 

No antes:

 

     Tivemos a Pide ( ? )  Sempre fui do contra e nunca ninguém me chateou.

     Prendiam-se sindicalistas ( ? ) Sempre fui sindicalizado, protestei e nunca fui preso.

     Havia fome ( ? ). Eu sempre tive emprego e quando me chateava com um, ao virar da esquina tinha outro.

     Não havia casa para morar ( ? ) Eu sempre tive casa “ 8 assoalhadas “ e pagava 250$00 por mês.

     Ainda na altura do 25 de Abril 1974, tinha uma vivenda que pagava de renda 750$00 e um ordenado de 18.000$00.

     Não se podia escrever, falar no teatro de revista abertamente, nem aprender esperanto. Não é bem verdade, pois os textos das revistas e das canções, tinham mais encanto, pois diziam-se as coisas entre linhas era a regra do subentende e como o povo não era estúpido, entendia e gargalhava, sem se dizer asneiras e palavrões como se diz agora.

     Os cinemas da parte da tarde estavam cheios, portanto, não havia tanta fome como se diz:

     Lembro-me de um dia, Salazar ao passar pela porta do cinema São Jorge ter visto a escadaria cheia de pessoal para comprar bilhetes. Virou-se para um seu asessor e disse: - «Aumentar os ordenados para quê? os cinemas estão cheios!». Tinha razão.

     Dantes, haviam mais ricos (os tubarões) que mandavam em tudo, mas as empresas não davam prejuízo e não se despedia pessoal a torto e a direito como agora.

     As nossas ex. Colónias foram um cancro para o país, com soldados mortos, mas também ouve quem se enchesse com as várias comissões que faziam. A maioria dos mortos não foi em combate mas sim em acidentes. Eu estive lá e vi.

     Havia prostituição, mas estava controlada. As meninas tinham uma carteira de sanidade e tinham que ir ao médico permanentemente para salvaguardar a saúde pública. Estavam também condicionadas a determinados locais, (chamadas as casas das meninas). Locais onde qualquer rapaz pelos 16 anos ia fazer a sua primeira experiência sexual. Eu fui ao 100 da rua do Mundo com 15 anos, paguei 10$00 e tornei-me homem. Não estou arrependido, foi uma experiência espectacular.

     O Parque Eduardo VII, Belém, Monsanto, as estações de comboios, o campo grande, os cafés Paládio, Monumental, Gelo, Portugal, Montecarlo, Lisboa e outros tantos locais já haviam para os que tinham opções sexuais diferentes, mas não havia a caça às bruxas.

     Durante as noites de Lisboa, passeava-se nas Avenidas da Liberdade, Almirante Reis, avenidas novas. Tomava-se café no Vává na Mexicana na Suiça e nas esplanadas de qualquer café de bairro sem qualquer problema ou medo de ser assaltado ou roubado. Aviam carros que por vezes ficavam à nossa parte sem serem fechados à chave, sem o perigo de serem roubados. As casas e as lojas não necessitavam de ter alarmes. Passeava-se no Bairro Alto, em Alfama, na Mouraria, durante a noite onde se ia tomar um copo nas casas de fado e nada de perigo nos acontecia. Ia-se aos bares do Cais do Sodré dançar, tomar um copo e até engatar uma menina para passar a noite em qualquer pensão da nossa Lisboa, sem medo de ser assaltado.

 

O Depois:

 

     Temos o grito do apito dourado a contar a vergonha nacional.

     Agora temos as escutas telefónicas por dá cá aquela palha. Depois dizem que a Pide é que as faziam.

     Agora temos os Senhores do grande império proprietário a despedir trabalhadores aos milhares.

     Hoje uma simples casa T0, paga-se de arrendamento 400$00, para compra um T2 paga-se ao banco 120.000$00 e os ordenados são em média os mesmos 120.000$00.

     O ordenado mínimo não chega aos 90.000$00, a maioria dos reformados recebem 40.000$00.

     Hoje os directores dos jornais e televisões passam a vidam a responder em tribunal em processos que até ficamos envergonhados. (só porque dizem a verdade)

     Diz-se que antigamente o governo dava futebol aos portugueses para se esquecerem das agruras da vida. Hoje o sistema é o mesmo, acrescentado com notícias repetidas permanentemente nas televisões e jornais.

     Hoje, há mais tubarões, são os da droga, é o branqueamento de dinheiro é o tráfico de influências.

     Hoje há mais miséria escondida em cada apartamento que antigamente.

     Fica-se a dever tudo e não se paga nada, começando pelo próprio governo que não paga atempadamente aos seus fornecedores. São os tais barões que entram pela casa dentro de cada um, oferecendo este mundo e o outro a quem já sabe que não pode pagar. O Jogo está viciado.

     Não queremos mais tropas para as colónias, dizia-se no tal 25 de Abril.

     Hoje os nossos governos obrigam os nossos soldados a irem defender as guerras de loucos fanáticos em terras que nunca ouvimos falar e ninguém nos pergunta se temos alguma coisa ver com o assunto.

     A prostituição hoje passou a ser um negócio onde se movimenta milhões de Euros. São as putas, são as bichas e são aqueles que dizem não ser mas vivem dessa profissão e vão alastrando cada vez mais essa maldita doença que é a SIDA.

     Os putos hoje têm mais experiências sexuais entre eles, transformando-se em Gays, existe cada vez mais pedofilia (parece que é moda). O que lhes falta não é educação sexual mas sim as tais casas de meninas onde nós, ia-mos e pouco pagava-mos.

     Lembro-me de quando estava na tropa, e ficava um fim-de-semana em casa, pegava em 500$00, ia dormir com uma puta, almoçava, jantava, ia ao cinema e ainda sobrava dinheiro.

     Hoje, os tais 500$00 só dão para um maço de tabaco e uma bica.

     Hoje, os que têm opções sexuais diferentes, embora a sociedade esteja mais aberta para esse facto, há uma promiscuidade nos valores dos dirigentes que fazendo parte alguns, desses clãs, entendem mal o que é verdade e o que é mentira, pondo-se a analisar os factos, pseudo clínicos e juizes sem experiência de vida e de conceitos a julgarem factos que o não são. È definitivamente, a caça às bruxas.

     Hoje despede-se um homem com 50 anos de idade com uma experiência acrescida de valores e conhecimentos para dar emprego aos mais novos sem qualquer experiência ou conhecimentos que tragam da escola pois aí nada se aprende a não ser arrogância e outros crimes sobre a sociedade. Não sou contra o dar emprego aos mais novos, sou contra sim, em dar-lhes lugares de chefia onde só vão fazer disparates. Tem que se começar por baixo.    

     Eu por exemplo, para chegar a um lugar de chefia em um emprego, tive de trabalhar de dia, tirar um curso de noite e mesmo assim, tive que provar que merecia o lugar. Até para ser artista, tive de tirar uma carteira profissional que só era passada desde que provasse que efectivamente tinha valor para tanto, até gravar os discos que gravei. Hoje temos um estrelato de Zés Cabras e pimbalhada, ficando de fora os valores desta terra que eu já não amo como amava, pois como diz a canção, - « somos um país de rabichos e aldrabões ».

     Hoje, que mais uma vez quando festejamos o 25 de Abril, os senhores do governo vêem dizer que comemoramos uma EVOLUÇÃO E NÃO UMA REVOLUÇÃO. Atiram-nos para os olhos as percentagens que: «a longevidade aumentou 15 % nos homens e 13 % nas mulheres e isso se deve a termos mais médicos, enfermeiros, advogados, arquitectos, engenheiros, economistas, professores, 390.977 licenciados. Passamos a ter 1.835 quilómetros de auto-estradas e finalmente porque o rendimento per capita tem um aumento de 100%».

     Meus senhores, mas isso, é e evolução normal e natural num país democrático como o nosso, e não foram os homens feitos políticos que o fizeram mas sim, os homens da revolução agora esquecidos. A INTENÇÃO DA REVOLUÇÃO DE ABRIL, AINDA ESTÁ POR SE FAZER, POR ESSA RAZÃO DEVEMOS FESTEJAR A REVOLUÇÃO E NÃO A EVOLUÇÃO.

     Os senhores do governo esquecem-se de dizer que uma simples consulta de oftalmologia é marcada para 8 meses depois. Que uma consulta para um médico de família leva 2 meses a ser marcada. Que uma operação a um rim leva anos a ser feita e às vezes marcam-na depois do paciente estar morto. Que nas urgências do hospital uma pessoa com um ataque de apendicite leva 6 horas para ser atendido. Nos hospitais e Centros de saúde pública e não só, somos atendidos por enfermeiros e médicos espanhóis. Que no Portugal do interior não há médicos, não há escolas, não há água, não há luz. Neste Portugal actual ainda não há, não há, não há, não há, MAS HÁ FOME. Há dívidas, há gatunos, há assaltos à mão armada, há sida, há tuberculose, há barracas, há gente a dormir nas ruas, há gente a mendigar.

     HÁ POBRESA ENVERGONHADA. PORTUGAL AINDA ESTÁ EM REVOLUÇÃO E ESTARÁ ATÉ QUE O 25 DE ABRIL SE FAÇA.

     Hoje todos querem ser Engenheiros, doutores, modelos, apresentadores de televisão, Directores de Marketing, directores disto e daquilo e daquelotro, mas trabalhadores não querem ser. Para trabalhar no duro, aproveitam a mão-de-obra dos imigrantes aos quais pagam mal mas exigem contribuições fiscais como aos outros.

     Onde estão as escolas de cursos intermédios, tais como de: electricista, mecânicos, mestres-de-obras, e tantas outras profissões que fazem andar um país?

     Eu trabalhei como frezador e mecânico de dia e tirei um curso nocturno na Machado de Castro à noite. Tirei um curso no Instituto Industrial de Lisboa, andei nas cantigas e fiz teatro porque gostava, mas sempre trabalhei.

     Hoje tenho mais liberdade de expressão, posso dizer o que digo aqui, mas não posso fazer as mesmas noitadas em Lisboa nem passear livremente pelo meu país, pois posso ser assaltado em qualquer lugar ou ser morto à saída de um bar.

     O meu povo está com fome e se os supermercados estão cheios é porque as compras são pagas com cartões de crédito, tal como os carros, os bens de consumo, as férias, a farmácia e tudo o resto. O pior é que os ordenados e as pensões não chegam e o Zé Povinho está cada vez mais endividado e com falta de liquides.

     O 25 de Abril prometido ainda está por fazer.

     Voltámos a ter uma ditadura, desta vez de José Sócrates. Que não ouve o povo nem os Partidos da oposição. Uma maioria da Assembleia é sempre uma ditadura, doa a quem doer.

 

     Volta Marcelo Caetano que estás perdoado.

     A canção do Zeca Afonso “ Eles comem tudo “ está mais actualizada que nunca.

 

Nelson Camacho D’Magoito

            Reporte Y

 

publicado por nelson camacho às 02:22
sinto-me: Com raiva
música que estou a ouvir: Eles comem tudo

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