Na cadeira onde me sento, penso e teclo coisas que me vão na alma. Coisas que vou observando no dia a dia, que mexem comigo e com o meu Povo

Art. 13º, n.º 2 da Constituição
"Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual". É assim que conta na Constituição da nossa República.
11
Jun 08

 

                    Dia da Raça de Camões e das Comunidades

 

     Neste dia tão lustroso para os senhores do poder e depois de ter visto na televisão o Sr. Sócrates a ser vaiado pelo povo e com o maior descaramento a levantar o braço a agradece como nada contra ele estivesse a acontecer, depois de ter ouvido o Senhor Presidente da Republica dizer "Hoje eu tenho que sublinhar, acima de tudo, a raça, o dia da raça, o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas", fiquei com o dia pago.

 

     Fiquei com o dia pago porque quanto a mim, em meia dúzia de minutos aconteceu algo que o nosso povo agradece. Primeiro a vaiada a Sócrates e segundo, o Sr. Presidente da Republica vir lembrar que ainda impera em nós a “Raça lusitana” que nada mais é que o orgulho de sermos portugueses. É desse orgulho que temos dado Mundos ao Mundo e dignificamos a nossa raça quando para o estrangeiro vamos trabalhar e somos exemplo para outras raças.

 

     É obvio que agora os senhores da esquerda vêem dizer gatos a lagartos sobre a expressão “Dia da Raça” e os senhores da direita, ou não comentam ou vêem dizer que se aplica muito bem pois nada mais é que o orgulho de ser português.

 

     No meio de toda esta polémica, a gasolina vai aumentando, os produtos de primeira necessidade também, os postos de saúde do interior vão fechando, o desemprego vai aumentando, os pobres estão cada vez mais pobres, o endividamento familiar vai aumentando dia a dia.

 

     Tudo isto porque digam o que disserem, temos novamente uma ditadura a comandar o nosso país, só que desta vez é de esquerda.

 

     Não me chamem nomes e entendam bem as minhas palavras “Quando há uma maioria parlamentar é uma ditadura” aliás já em tempos o Mário Soares disse que uma maioria parlamentar era um perigo para a democracia.

 

      Já agora falando em democracia e em Camões, foi com a democracia que se retirou das escolas o ensino de “Os Lusíadas” mas cinicamente os mesmos senhores vêem homenagear neste dia o homem da língua portuguesa.

 

     Para os menos atentos aqui ficam dois sonetos. (espero que os saibam ler)

 

                                                               

 

Enquanto quis Fortuna que tivesse

Esperança de algum contentamento,

O gosto de um suave pensamento

Me fez que seus efeitos escrevesse.

Porém temendo Amor que aviso desse

Minha escritura a algum juízo isento,

Escureceu-me o engenho co’o tormento,

Para que seus enganos não dissesse.

Ó vós que Amor obriga a se sujeitos

As diversas vontades! Quando lerdes

Num breve livro casos tão diversos,

Verdades puras são e não defeitos;

E sabei que, segundo o amor tiverdes,

Tereis o entendimento de meus versos.

 

 ---------------------☺------------------------

 

 Está o lascivo e doce passarinho

Co’o biquinho as penas ordenando,

O verso sem medida, alegre e brando,

Espedindo no rústico raminho.

O cruel caçador, que do caminho

Se vem, calado e manso, desviando,

N pronta visita a seta endireitando,

Lhe dá no Estígio lago eterno ninho.

Destarte o coração, que livre andava

(Posto que já de longe destinado),

Onde menos temia, foi ferido.

Porque o Frecheiro cego me esperava,

Para que me tomasse descuidado,

Em vosso claros olhos escondido.

 ---------------------☺------------------------

 

     Se acharem que devem comentar este meu escrito de hoje, façam-no à vontade e sem medos, pois a liberdade de expressão, não ofendendo seja quem for, por enquanto, não paga imposto.

 

     Para ler outras “coisas” de Camões, podem visitar-me em “O Canto do Nelson “ ou “Historias & Historietas Eróticas”.

 

Um abraço e portem-se bem se poderem.

 

     Nelson Camacho D’Magoito

 

publicado por nelson camacho às 02:27
sinto-me: Livre
música que estou a ouvir: A Portuguesa

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