Na cadeira onde me sento, penso e teclo coisas que me vão na alma. Coisas que vou observando no dia a dia, que mexem comigo e com o meu Povo

Art. 13º, n.º 2 da Constituição
"Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual". É assim que conta na Constituição da nossa República.
12
Mar 14
as mãos

     Mais um belo poema do meu amigo Fernando Campos de Castro que me veio parar às mãos. Umas mãos sempre abertas para divulgar o que a meu ver são dignos de serem divulgados.

     Quantas e quantas vezes ao longo da vida encontrei mãos carinhosas e rebeldes algumas agitando-se em promessas nunca cumpridas é caso para perguntar “Que mãos são essas que trazes”

     Um belo poema para vocês degustar.  

 

Que mãos são essas que trazes.

 

Que mãos são essas que trazes
Essas mãos com que me fazes
Carícias que nunca vi
São duas mãos que se agitam
E em cada gesto me gritam
Palavras que bebo em ti
Que mãos são essas libertas
Nas madrugadas abertas
De cada noite que temos
São duas mãos de ansiedade
A procurarem verdade
Nos sonhos que os dois vivemos

Que mãos são essas tão frias
Essas mãos com que fazias
Carícias como ninguém
Que mãos são essas paradas
Como marés adiadas
Nas praias que o corpo tem
Que mãos são essas distantes
Essas mãos tão inconstantes
Que habitam os sonhos meus
Que mãos são essas erguidas
A lembrarem despedidas
A quem não quer um adeus

 

                      De: Fernando Campos de Castro

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As fotos aqui apresentadas são livres de copyright e retiradas da Net.

 

       Nelson Camacho D’Magoito

          “Poemas para degustar”

            © Nelson Camacho
2014 (ao abrigo do código do direito de autor)

publicado por nelson camacho às 10:09
sinto-me:

O telefonema

     A solidão no seu todo é um modo de passar o tempo muitas vezes esperando que um amigos nos bata à porta ou um simples telefonema para consolo de uma vida triste mas o mais triste é que à porta só bate o carteira com más noticias e os telefonemas normalmente nada de novo trazem. Dizer mais deste facto nada melhor que o poema “Telefonema” do meu amigo Fernando Campos de Castro que aqui deixo para vocês degustarem.

 

TELEFONEMA

 

Duma lonjura mítica
Há uma voz que chega
Perfeitamente viva e perceptível
Como um beijo

A palavra é a gota
A fome, a promessa
É um mar de quentura
Que salta da boca e navega nos olhos

Cada hora é pouca
E o minuto basta para acender o corpo
Que se sente e cheira
Mas a distância é longa
E o vazio é lasso

Embarcamos num fio
O corpo das ideias
Mas sabe a solidão o nosso abraço


de: Fernando Campos de Castro

 

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As fotos aqui apresentadas são livres de copyright e retiradas da Net.

 

       Nelson Camacho D’Magoito

          “Poemas para degustar”

            © Nelson Camacho
2014 (ao abrigo do código do direito de autor)

publicado por nelson camacho às 09:49
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